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História do Palacete Frederico Ferreira Lage

Publicado: Quarta, 15 de Fevereiro de 2017, 10h33 | Última atualização em Quarta, 24 de Março de 2021, 16h07 | Acessos: 3650

O Comando da 4ª Brigada de Infantaria Leve de Montanha, guarda a honra de desenvolver suas atividades nesta histórica edificação, o Palacete FREDERICO FERREIRA LAGE.

Neste espaço, onde foi construído este primoroso Palacete, localizava-se a antiga Casa Grande, residência oficial do Comendador Mariano Procópio. Fato de extrema relevância, digno de nota a ser registrado, se deu em 23 de junho de 1861, quando por ocasião da inauguração do tronco principal da Estrada da Companhia União Indústria, o Comendador Mariano Procópio Ferreira Lage recebeu em sua residência, os ilustres hóspedes, Suas Majestades e Alteza, Dom PEDRO II - Imperador do Brasil e distinta Comitiva que o acompanhava em função da viagem imperial, realizada de Petrópolis à Juiz de Fora tendo por finalidade a realização da Cerimônia de Inauguração.



Depois da morte do Comendador Mariano Procópio, seu filho Frederico Ferreira Lage recebeu como herança, a parte da chácara onde se erguia a Casa da família. Todavia, mandou demolir ao final do Sec XIX, a Casa Grande original e em seu local foi construído esse majestoso Palacete.



Todo material utilizado na construção do Palacete, assim como os Artistas, Entalhadores e Decoradores, vieram da Europa para a execução da Obra.

No hall de entrada, imponente porta de ferro guarda a residência ladeada por colunas trabalhadas em “pedra de sabão” arrematadas por folhas de acanto. Segue escadaria interna em mármore de carrara branco, ladeados por dois ornatos em mármore esculpidos, representando folhas de acanto. As paredes receberam duas pinturas a óleo do Sec XIX, revelando o gosto romantico-naturalista com motivos árabes de autoria do pintor belga Henri Langerock (1830-1903), com tema Orientalismo, ilustrando “cena de exterior”. A decoração do teto faz referência às tapeçarias orientais, onde se pode ler a inscrição em árabe do nome do proprietário “FEDERICO FARARA LAGNY”.

Os salões do pavimento térreo apresentam o piso em ladrilho hidráulico colorido de diferentes tonalidades. Conta ainda como elemento decorativo, dois tremós, feitos em madeira pigmentada e envernizada com espelho e mármore rosado. Os trabalhos de marcenaria das esquadrias e forros revelam o cuidado e o esmero dos artistas e entalhadores. A escadaria de madeira escura, esculpida em carvalho, que apresenta figuras humanas, foi adquirida em Paris na exposição universal de 1888. Observa-se ainda no corpo da escada uma estatueta de madeira representando um “guarda” estilizado que originalmente sustentava uma lança, da qual resta o seu punho, que lembra uma tocha.



No corpo lateral direito do Palacete, denominado Salão Marechal Floriano em homenagem ao 2° Presidente República, funcionava como jardim de inverno da esposa Sra Alice Ferreira Lage. O referido Salão foi estruturado em ferro e vedado por vitrais multicoloridos que desciam até o chão. No pavimento superior, constituía-se o terraço mirante, donde se podia ter a visão de toda propriedade.


A ante sala que dá acesso antiga sala de jantar da família Ferreira Lage apresenta o teto todo trabalhado em madeiras “pinho de riga” com florais em entalhes de madeira. O piso trabalhado em mosaico, feito também de madeira, apresenta desenhos diferentes caracterizando cada cômodo da residência, o qual se destaca pela riqueza dos detalhes dando originalidade a cada ambiente.

A Sala do Comandante da Brigada de Montanha, antiga Sala de Jantar da família Ferreira Lage, guarda um antigo Relógio de Caixa de Pêndulo em bronze dourado, o qual pertenceu ao Senador de Minas Gerais Antônio Teixeira Martins. O mesmo foi adquirido em Paris no ano de 1861. Observa-se também neste ambiente, uma pintura óleo sobre tela, reprodução do quadro de Pedro Américo (1888), “Independência ou Morte”.



No Gabinete do Chefe do Estado-Maior, localizava-se antiga sala de visitas Intimas da família. No chão próximo à janela encontra-se gravado o monograma “FL” designativo do nome do proprietário.

O Casal, Frederico e Alice Ferreira Lage, pouco usufruiu do palacete residencial, visto que Frederico foi vitimado por apêndice supurada aos 39 anos de idade, vindo a falecer em 13 de maio de 1901. Deixando a viúva e seus três filhos menores residindo no palacete até 1913, quando a propriedade foi vendida para a Estrada de Ferro Central do Brasil.

Em 24 de maio de 1920, o Exército Brasileiro assumiu a posse das instalações, passando a sediar na época o Comando da 4ª Região Militar. Com a transferência da 4ª Região Militar para Belo Horizonte, em 31 de dezembro de 1996, o Palacete Frederico Ferreira Lage passou a ser a sede da 4ª Brigada de Infantaria Motorizada. Atualmente, em razão de alteração da sua natureza, foi denominada 4ª Brigada de Infantaria Leve de Montanha.

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